Uma cidade que nasceu da água e vive dela até hoje
O canal traz ao país os pedágios, os portos trazem a carga, e os bancos atendem os dois. Daí os arranha-céus: nos últimos vinte anos a capital ganhou um perfil que os turistas confundem regularmente com Dubai. Daí também a mistura de línguas — na rua ouve-se espanhol, inglês, chinês, português e, nos últimos anos, cada vez mais russo.
Para quem vem comprar, poucas coisas importam, e são surpreendentemente simples. A economia funciona com o dólar americano desde 1904 — sem risco cambial, nada para converter. Os direitos do estrangeiro sobre a propriedade são os mesmos do cidadão: sem autorizações, sem sócio local. As transações passam pelo Registro Público, e o título é confirmado pelo Estado. O imposto sobre renda obtida no exterior é zero.
E mais uma coisa que só se entende estando aqui: a cidade é compacta. Da maioria dos bairros, o distrito bancário fica a cinco a vinte minutos. Dá para rodar a Cidade do Panamá em uma hora — e mudar de cenário em quinze minutos, porque dentro dos limites da cidade existe floresta tropical de verdade.
Abaixo estão quinze bairros, agrupados não em ordem alfabética, mas pela forma como as pessoas escolhem de verdade.